China vai oferecer mais um edifício a Timor-Leste, para Centro de Estudos Diplomáticos

13 December 2010

Díli, Timor-Leste, 13 Dez – Depois dos palácios da Presidência e dos Negócios Estrangeiros, a China vai oferecer um novo edifício a Timor-Leste, agora para albergar o futuro Centro de Estudos Diplomáticos do jovem país asiático.

O acordo entre os dois países foi assinado a 6 de Dezembro, no Ministério dos Negócios Estrangeiros de Timor-Leste em Díli, e a obra ficará a cargo da empresa estatal China IPPR International Engineering Corporation, de acordo com informação do governo timorense.

O novo centro “irá permitir melhorar a qualidade da formação dos nossos diplomatas”, disse o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros, Alberto Carlos, em representação do ministro, Zacarias da Costa.

A China ofereceu a Timor-Leste o novo Palácio Presidencial, avaliado em cerca de 15 milhões de euros, bem como o Palácio do Ministério dos Negócios Estrangeiros.

Estão ainda em construção um novo edifício para o Ministério da Defesa, um complexo habitacional e escolas.

Além das infra-estruturas, a cooperação entre os dois países estende-se à agricultura, com o desenvolvimento de um projecto de introdução de arroz híbrido.

As trocas comerciais entre a China e Timor-Leste aumentaram significativamente desde 2008 e ascendem já, no corrente ano, a 24 milhões de dólares, segundo o governo timorense.

Díli adquiriu recentemente à China dois barcos novos para as Forças de Defesa Naval num montante de 30 milhões de dólares.

Está ainda a construir, em parceria com uma empresa chinesa, uma central e uma rede nacional de distribuição de electricidade, no valor de quase 400 milhões de dólares.

Este projecto deverá garantir o fornecimento de electricidade a 80 por cento por cento do país e fomentar o arranque da economia de Timor-Leste, segundo afirmou recentemente o Presidente de Timor-Leste, José Ramos Horta, em Macau.

Na 3ª conferência ministerial do Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa, o chefe de Estado assinalou ainda o facto de as relações empresariais entre Timor-Leste e a República Popular da China terem permitido uma verdadeira “explosão” benéfica de investimento – na hotelaria, restauração, materiais de construção, electrodomésticos, mobiliário e pequeno comércio.

Destacou ainda “as manifestações de solidariedade e apoio dos governos da República Popular da China e da Região Administrativa Especial de Macau (…) desde 2000, através da oferta de equipamentos, financiamento de quadros timorenses, no acolhimento de jovens estudantes na Universidade de Macau e noutras universidades, financiados com a atribuição de 25 bolsas de estudo pelo governo da China e pelo executivo de Macau”.

Timor-Leste registou nos últimos três anos um crescimento económico robusto, em torno de 12 por cento. (macauhub)

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