Uma ronda de contactos no próximo mês de Maio promete impulsionar as relações económicas entre Portugal e a China, em plena vaga de investimento chinês em Portugal.
O ponto alto das iniciativas será a visita do Presidente da República português a Xangai, Pequim e Macau, entre 13 e 19 de Maio, juntamente com uma missão empresarial, em que estão inscritas até agora perto de 60 empresas dos mais diversos sectores, desde a banca até às energias e vinhos.
A missão terá início em Xangai, onde no dia 14 terá lugar, de acordo com o programa provisório, o seminário “China – Portugal: Doing business together”, organizado pela agência portuguesa de promoção do comércio externo e do investimento com o apoio do CCPIT Xangai (The China Council for the Promotion of International Trade).
No dia 16, já em Pequim, realizar-se-á outro seminário, além de encontros bilaterais entre empresas portuguesas e chinesas, concluindo a missão a 17 e 18 de Maio em Macau.
Outras iniciativas, também no próximo mês, estão a mobilizar os agentes económicos dos dois países, caso do “1º Fórum Sino-Português para a Inovação em Materiais Avançados”, marcada para 30 e 31 de Maio em Hangzhou.
Este evento deverá contar com a participação de responsáveis dos institutos de ciência de Portugal e China, governos locais, parques tecnológicos, incubadoras empresariais, empresas, universidades e institutos de investigação, além de instituições de investimento e financiamento.
Algumas entidades envolvidas são a Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT), Biocant, de Portugal e, do lado da China, o Departamento de Ciência e Tecnologia da Província de Zhejiang e o Hangzhou Future Sci-Tech City.
Criado a 28 de Fevereiro de 2013, na Universidade de Zhejiang, o Centro Conjunto de Inovação Portugal-China para os Materiais Avançados é o primeiro centro internacional de cooperação na ciência e tecnologia envolvendo os dois países.
Foram estabelecidas entretanto 4 plataformas de trabalho – materiais biomédicos, ambientais, energéticos e nanotecnológicos – com o objectivo de promover actividades de investigação e desenvolvimento conjuntas, transferência de tecnologia e comercialização de inovações.
As relações económicas e comerciais entre os dois países têm vindo a crescer acentuadamente nos últimos anos, sendo Portugal actualmente o terceiro parceiro da China entre os países de língua portuguesa, com trocas comerciais 3,9 mil milhões de dólares.
Portugal assistiu a uma vaga de investimento chinês nos últimos anos, nomeadamente com a entrada da China Three Gorges na Energias de Portugal e da China State Grid na Redes Energéticas Nacionais.
Os investidores chineses ganharam a mais recente privatização, a da Caixa Seguros, que vai passar a ser controlada pela Fosun International Limited.
A Caixa Seguros está integrada no maior grupo financeiro português, a estatal Caixa Geral de Depósitos, tendo o governo português decidido a favor do grupo chinês a privatização de cerca de 80% do negócio segurador, a troco de mil milhões de euros.
A braços com uma crise financeira e sob assistência europeia e do Fundo Monetário Internacional, Portugal tem vindo a alienar algumas das suas principais empresas públicas e participações em empresas-chave do país.
Estão previstas receitas de 500 milhões de euros com privatizações em 2014, nomeadamente com a Empresa Geral de Fomento, a que se candidatam os grupos chineses Beijing Enterprises Water e Sound Global. (macauhub/PT/CN)





