Brasil, Moçambique e Cabo Verde perdem competitividade internacional

Brasil, Moçambique e Cabo Verde recuaram algumas posições na mais recente edição do Índice Global de Competitividade, do Fórum Económico Mundial, em que Angola surge na pior posição entre os países de língua portuguesa.

Na edição de 2018 do índice, liderado pela Suíça (1.º), Estados Unidos (2.º) e Singapura (3.º), o Brasil recuou três posições em relação ao ano passado, para o 72.º lugar em 140 países.

A maior economia da América Latina apresenta como ponto forte a dimensão do mercado (10.º maior do mundo) e como pontos fracos a estabilidade macroeconómica (122.º a nível mundial), o mercado laboral (114.º) e o dinamismo empresarial (108.º).

Cabo Verde recuou 6 posições, para 111.º, surgindo relativamente bem classificado quanto ao sistema financeiro (75.º) e instituições (79.º), sendo a classificação penalizada por factores como a dimensão do mercado (138.º), capacidade de inovação (137.º) e dinamismo empresarial (131.º).

Entre os países de língua portuguesa, Moçambique teve a pior evolução no Índice, um recuo de 8 posições, apresentando como maiores debilidades as habilitações do capital humano (último lugar a nível mundial), estabilidade macroeconómica (137.º) e saúde (135.º).

Os melhores indicadores para Moçambique estão na dimensão do mercado (104.º) e dinamismo empresarial (104.º).

Ao contrário da edição do ano passado, o relatório de 2018 inclui Angola, que surge com a pior classificação entre os países de língua portuguesa, 137.º, a apenas 3 posições do final da tabela.

O Índice Global de Competitividade refere que Angola tem como maiores debilidades a capacidade de inovação e o mercado de produtos (ambos em último lugar geral) e a estabilidade macroeconómica (139.º).

A contribuir positivamente para o desempenho de Angola surge sobretudo a dimensão do mercado (66.º lugar).

Portugal, o mais bem classificado país de língua portuguesa, registou uma descida ligeira, de uma posição, para o 33.º lugar.

Para o Fórum Económico Mundial, os pontos fortes da economia portuguesa são o capital humano, em particular a saúde (23.º melhor a nível mundial) e ambiente empresarial, sobretudo infraestruturas (19.º melhor do mundo) e estabilidade macroeconómica.

O relatório usa este ano uma nova metodologia “para capturar plenamente a dinâmica da economia global na Quarta Revolução Industrial, sendo que muitos dos factores que terão o maior impacto na condução da competitividade no futuro nunca foram o foco das grandes decisões políticas no passado”, o que inclui “a construção de ideias, cultura empresarial, abertura e agilidade.”

A nova ferramenta analisa o panorama da competitividade de 140 economias através de 98 indicadores organizados em 12 pilares, indicando quão próxima uma economia está do estado ideal ou da “fronteira” da competitividade.

Quando estes factores são combinados, os Estados Unidos alcançam o melhor rendimento global, com 85,6 pontos, à frente da Singapura e da Alemanha. (Macauhub)

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