Brasil prepara participação em Macau no Fórum Global de Economia do Turismo

15 April 2019

A participação do Brasil como país convidado da edição de 2019 do Fórum Global de Economia do Turismo (FGET), que decorre anualmente em Macau, foi alvo de uma reunião de preparação realizada dias 10 e 11 de Abril em Brasília.

A edição deste ano do FGET decorre de 13 a 15 de Outubro, com a participação do Brasil e da Argentina como países convidados e de Jiangsu como província da China em destaque, neste último caso devido ao papel que desempenha na dinamização das actividades turísticas ao longo do rio Yangtsé.

Ao longo de três dias do fórum, que promove parcerias estratégicas entre os sectores público e privado para dinamizar e estimular o turismo, além de debater as tendências mundiais do sector, estão previstas mais de 2000 encontros de negócios entre cerca de 50 expositores e 430 empresas, organizações de turismo e investidores do sector.

Uma comitiva chinesa reuniu-se na capital federal com a delegação brasileira, que incluía o ministro do Turismo, Marcelo Álvaro António, técnicos da Embratur, agência brasileira responsável pela promoção internacional do turismo e representantes do Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil (FOHB) e da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH).

No final do encontro, a presidente da Câmara do Turismo da China, Wang Ping, disse à Macauhub que sendo o turismo um sector que inclui diversas áreas “queremos estabelecer uma aliança turística entre China, Brasil e Argentina para combinar o crescimento económico com a preservação ambiental e fazer dessa aliança uma referência internacional.”

A conselheira do FGET, Rita Botelho dos Santos, disse Macau é o “local apropriado” para contribuir para o aumento do fluxo de turistas entre a China e o Brasil, “uma vez que o território é porta de ligação do turismo e do lazer entre a China e os países de língua portuguesa.”

Os membros da delegação da China sublinharam aos seus interlocutores brasileiros a especial relevância da edição deste ano do FGET, uma vez que se assinala em 2019 se comemora o 20.º aniversário da passagem da administração de Macau de Portugal para a China e o 70.º aniversário de fundação da República Popular da China.

A vice-presidente e secretária-geral do GTEF, Pansy Ho, reforçou a importância do fórum para a realização de parceria não apenas na área de turismo, mas também na área de ciência e tecnologia, reforçando o caráter de integração do evento.

“Aproveitamos a posição estratégica de Macau para promover esse evento”, disse Pansy Ho, que acrescentou “representamos a iniciativa privada e estamos interessados em estabelecer uma parceria de qualidade com o Brasil.”

O ministro Marcelo Álvaro António destacou o potencial da relação Brasil-China para o desenvolvimento do turismo, tendo recordado que o seu país tem desenvolvido um conjunto de acções no sentido de superar a distância em termos físicos que existe entre os dois países e “dessa forma podermos receber um número de turistas chineses cada vez maior.”

O presidente da Embratur, embaixador Leónidas Oliveira, disse, por seu turno, que o evento em Macau será uma oportunidade única para o Brasil divulgar seus principais destinos e potencialidades para atrair turistas tanto da China como do resto da Ásia.

Leónidas Oliveira informou a comitiva chinesa sobre as medidas adoptadas recentemente pelo governo brasileiro para dinamizar o turismo, sector considerado estratégico para a promoção do desenvolvimento económico.

Entre essas medidas está uma nova política nacional de gestão dos 21 locais históricos considerados como Património Mundial Natural e Cultural pela UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura), com o objectivo de atrair mais turistas, através da melhoria das infra-estruturas existentes nesses locais, garantir a sua preservação e valorizar a cultural local.

O Ministério do Turismo do Brasil tem vindo a introduzir uma série de medidas para facilitar o acesso dos turistas chineses, como sejam o alargamento do prazo de validade dos vistos de entrada de três meses para cinco anos com entradas múltiplas até um máximo de 90 dias, além da introdução de roteiros elaborados ao abrigo de uma parceria com a China Travel Services, o maior operador turístico do país. (Macauhub)

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