Cabo Verde no “pódio” africano da qualidade das políticas e instituições públicas

Cabo Verde é um dos três países de África a sul do Saara com políticas e instituições públicas de maior qualidade, segundo a lista elaborada pela Associação Internacional de Desenvolvimento (IDA), do grupo Banco Mundial.

Na classificação, relativa a 2017 e recentemente divulgada, Cabo Verde surge em 3.º lugar, com 3,7 pontos (num máximo de 6), apenas atrás do Ruanda (1.º, com 4 pontos) e do Senegal (2.º, 3,8 pontos).

A análise abrange 38 países e mede o seu progresso no fortalecimento da qualidade das políticas e instituições públicas.

Os países são classificados numa escala de 1 (mais baixo) a 6 (o mais alto) em 16 indicadores de desenvolvimento de quatro categorias: gestão económica, políticas estruturais, inclusão social e políticas de equidade e instituições de gestão do sector público.

Com a mesma pontuação de Cabo Verde surgem o Quénia e a Tanzânia, na classificação da IDA.

Moçambique surge ligeiramente acima da média do estudo para a África a sul do Saara (3,1 pontos), com 3,2 pontos.

São Tomé e Príncipe regista uma pontuação de 3,1 pontos, igual à média, e a Guiné-Bissau surge entre os piores, com 2,5 pontos, à frente apenas do Sudão do Sul, Eritreia e Sudão.

Globalmente, os dados da IDA mostram-se estáveis em relação a 2017, depois de em 2016 terem registado uma deterioração.

Punam Chuhan-Pole, economista chefe do Banco Mundial e autor principal do relatório, afirmou que no ano passado “os países africanos beneficiaram de um ambiente global mais favorável que lhes deu espaço para introduzir reformas.”

Entre os principais riscos identificados para os países africanos estão os relacionados com conflitos, o impacto sobre os preços das matérias-primas ou as alterações climáticas.

A classificação, conhecida pela sigla CPIA, tem um impacto directo no financiamento dos países assistidos pelo Banco Mundial: uma melhor pontuação pode aumentar o montante do financiamento em condições preferenciais concedido pela instituição financeira de apoio ao desenvolvimento.

Fundada em 1960, a IDA atribui subsídios e empréstimos a juros baixos ou sem juros para projectos e programas que estimulem o crescimento económico, reduzam a pobreza e melhorem a vida das populações mais pobres. (Macauhub)

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