Economias dos países de língua portuguesa obtêm ganhos ligeiros de competitividade em 2017

As economias dos países de língua portuguesa, com a excepção de Moçambique, registaram ganhos ligeiros no Índice da Competitividade Global 2017-2018, divulgado na semana passada.

Portugal foi o país de língua portuguesa mais bem colocado no índice elaborado anualmente pelo Fórum Económico Mundial, em 42.º lugar entre 137 países, e também aquele que registou melhor desempenho – 4 lugares acima da anterior edição do índice.

A economia portuguesa obteve melhores pontuações nas infra-estruturas (18.º) e saúde e educação primária (18.º), seguido de aptidão tecnológica (26.º) tendo os pontos fracos identificados sido o desenvolvimento do mercado financeiro (116.º) e ambiente macro-económico (105.º).

Os principais constrangimentos identificados são burocracia, impostos, legislação laboral restritiva e instabilidade política.

A maior economia de língua portuguesa, o Brasil, subiu um lugar, para 80.º, apresentando como pontos mais fortes a dimensão do mercado (10.º lugar geral), aptidão tecnológica (55.º lugar) e sofisticação empresarial (56.º lugar geral), com o ambiente macro-económico (124.º lugar) e eficiência do mercado de bens (122.º lugar) sido as posições mais fracas.

Os principais problemas identificados na economia brasileira são os impostos, legislação laboral restritiva, corrupção e burocracia.

Cabo Verde tem vindo a subir nos últimos anos, mas em 2017 manteve o 110.º lugar geral e o 10.º lugar entre as economias africanas mais competitivas.

O factor mais problemático para os empresários cabo-verdianos é o acesso a financiamento, seguido de burocracia do governo e impostos.

As melhores pontuações registam-se nas instituições – 65.º lugar – e saúde e educação primária – também 65.º lugar – ambos considerados requisitos básicos, sendo as piores posições a dimensão do mercado (134.º lugar geral) e a sofisticação empresarial (118.º).

Moçambique é a excepção à melhoria ou estabilidade, caindo 3 posições, para o 136.º lugar, penúltimo no índice geral.

A economia moçambicana apresentou como pontos fortes a eficiência do mercado laboral (98.º) e a dimensão do mercado (99.º) com o ambiente macro-económico (137.º) e educação superior e formação (135.º) a serem os pontos mais fracos.

Os principais problemas identificados na economia moçambicana são o acesso a financiamento, corrupção e burocracia.

A Confederação das Associações Económicas (CTA) de Moçambique, principal entidade patronal moçambicana, reagiu à divulgação do índice através de uma nota de análise, a 28 de Setembro, atribuindo a descida “ao facto de Moçambique ter crescido na base de sectores voltados para a exportação de matérias-primas”, negligenciando factores competitivos.

A CTA sugeriu ainda que os “agrupamentos empresariais devem situar-se próximo dos corredores de desenvolvimento do país, em zonas com “um pouco de tudo em termos de vantagens comparativas: água, terra fértil e acesso fácil ao mar.” (Macauhub)

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