Empresários e turistas da China com entrada facilitada nos países africanos de língua portuguesa

A maior parte dos países africanos, caso dos de língua portuguesa, têm vindo a facilitar a entrada nos respectivos territórios de cidadãos da China, tendo em vista aumentar o investimento e turismo, segundo um estudo do Migration Policy Institute (MPI).

O levantamento do MPI, assinado por Loksan Harley, informa que todos os países africanos de língua portuguesa estão no grupo dos que concedem visto à entrada a cidadãos da China, não exigindo que o mesmo seja concedido antes da partida.

Angola é um dos países apontados como tendo mais recentemente facilitado as entradas de chineses, nomeadamente através de um acordo recíproco de vistos preferenciais assinado no início de 2018.

O estudo indica que as informações divulgadas na sequência do acordo indicam que o mesmo visa facilitar viagens de negócios, reduzindo o tempo de processamento e garantindo que os viajantes de negócios só precisam agora de solicitar visto no máximo uma vez por ano.

Angola e África do Sul – “ambos com relações particularmente significativas com a China e com populações migrantes chinesas residentes – também tornaram mais fácil para os viajantes chineses obterem vistos de entrada múltiplos de longo prazo”, refere o MPI.

“Os casos sul-africano e angolano enfatizaram a importância de facilitar as viagens de negócios, o que provavelmente reflecte a posição dos dois países como principais destinos de investimento chinês”, adianta.

No total, são agora 27 os países africanos onde os cidadãos chineses podem solicitar visto à chegada, incluindo todos os de língua portuguesa.

O estudo informa igualmente que tem vindo a aumentar o número de países africanos que não exige qualquer tipo de visto à entrada, totalizando já sete, incluindo grandes economias como Marrocos e Egipto, produtores de petróleo como a Guiné Equatorial e ainda economias insulares como as Ilhas Maurícias.

Além de estimularem o turismo, refere o MPI, as isenções de vistos “podem facilitar intercâmbios comerciais, visitas de famílias de migrantes chineses, cooperação internacional e intercâmbios culturais.”

“A simplificacão das restrições de vistos para cidadãos chineses traz uma série de vantagens potenciais para os países africanos. Muitos estão a adoptar relações económicas e culturais mais intensas com a China, com mais de 10 mil empresas chinesas a operar em todo o continente e os Institutos Confúcio passando de zero para 48 entre 2004 e 2018”, refere o MPI. (Macauhub)

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