Macau quer mostrar mais produtos portugueses e espanhóis à China

26 June 2017

O Instituto para a Promoção do Comércio e do Investimento de Macau (IPIM) pretende que mais empresas de Portugal e de Espanha portuguesas e espanholas venham a Macau mostrar os seus produtos, tendo como objectivo final o mercado da China, afirmou o presidente do organismo, Jackson Chang.

Falando na abertura oficial da Feira Internacional de Negócios China e Países de Língua Portuguesa e Espanhola (FIN), onde concluiu uma missão que havia começado uma semana antes na Praia, Cabo Verde, Jackson Chang deixou um convite às empresas presentes para que participem na 22.ª Feira Internacional de Macau (MIF), que se realiza de 19 a 21 de Outubro.

“Oxalá venham a Macau participar na nossa feira”, disse o presidente do IPIM, salientando que este ano, pela primeira vez, a Exposição de Produtos e Serviços dos Países de Língua Portuguesa 2017 (2017 PLPEX) será um evento autónomo.

A PLPEX, disse Chang, será “um o momento ideal para empresas portuguesas e espanholas exporem os seus produtos.”

A FIN foi o evento final desta missão do IPIM, com participação de mais de 60 empresários e responsáveis de diversas províncias chinesas, iniciada a 16 de Junho na Praia, Cabo Verde, onde teve lugar o Encontro de Empresários para a Cooperação Económica e Comercial Entre a China e os Países de Língua Portuguesa.

À chegada a Portugal, a 21 de Junho, e antes da partida para Matosinhos, o IPIM organizou em Lisboa, em parceria com o Conselho de Promoção do Comércio Internacional da China (CCPIT) e Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal, o encontro Oportunidades de Negócio entre Portugal, China e Macau, que juntou cerca de 200 empresários e entidades oficiais dos dois países.

No evento, o embaixador da China, Cai Run, afirmou que o recente Fórum sobre a iniciativa “Faixa e Rota” veio “definir rumos e identificar projectos a concretizar” e, sendo Portugal responsável pela “página da grande era marítima”, é um “parceiro importante” na iniciativa.

O secretário de Estado português para a internacionalização, Jorge Costa Oliveira, afirmou que existe actualmente “um potencial elevado em termos de cooperação empresarial tripartida, sobretudo noutras geografias”, seja na Europa, América Latina ou África, onde Portugal tem importante relacionamento político.

A triangulação, afirmou o governante português, dá às empresas chinesas “maior facilidade de acesso a mercados onde não têm tradição de entrada” e às portuguesas “maior robustez, maior escala e acesso a financiamento.”

Macau, afirmou o presidente do IPIM, está a “trabalhar de forma activa na execução de vários apoios”, como a plataforma de serviços financeiros e o centro de compensação de renminbi para países de língua portuguesa, pondo em evidência o seu papel enquanto plataforma.

Tanto na Praia como em Lisboa, os empresários participantes manifestaram-se satisfeitos com as oportunidades abertas pela iniciativa Faixa e Rota, bem como com a instalação em Macau da sede do Fundo da Cooperação para o Desenvolvimento entre a China e os Países de Língua Portuguesa, que esteve representado pela directora-geral da empresa de gestão, Jin Guangze.

Com vários empresários interessados em candidatar os seus projectos ao Fundo, Guangze lembrou que os critérios de selecção são três: carácter estratégico, viabilidade financeira – retorno “razoável” para os accionistas no prazo de quatro a cinco anos – e racionalidade do investimento. (Macauhub)

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