Macau responde a apelo da China para a expansão do comércio internacional

11 November 2019

A expansão das trocas comerciais globais foi um tema importante da 2ª Exposição Internacional de Importações da China, no decurso da qual foi assinado um conjunto de acordos que favorecem Macau enquanto plataforma comercial entre os países de língua portuguesa e a China.

O Presidente da China, Xi Jinping, ao intervir na cerimónia de abertura da feira, a 5 de Novembro, apelou à “oposição determinada ao proteccionismo, unilateralismo e à redução contínua de barreiras ao comércio”, a par de uma “melhoria das cadeias de valor e abastecimento e estímulo conjunto à procura de mercado.”

“Devemos procurar deitar abaixo muros, em vez de erguê-los”, disse o dirigente chinês, que referiu que a iniciativa Faixa e Rota já conduziu à assinatura de 197 acordos com 137 países e 30 organizações internacionais.

A 2ª Exposição Internacional de Importações da China, que terminou a 10 de Novembro, contou com a participação de 3800 empresas de 181 países, sendo a França a economia desenvolvida que enviou mais alta representação, na pessoa do seu Presidente Emmanuel Macron.

À margem da feira de Xangai, teve lugar o evento Plataforma de Serviços de Macau para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa, quarta-feira em Xangai, com presença do cônsul-geral de Portugal Israel Saraiva, em representação do embaixador em Pequim, e ainda, pelo IPIM, a presidente Irene Lau, e pelo Governo da RAEM, o secretário da Economia e Finanças Lionel Leong.

Entre os acordos assinados na ocasião, a empresa portuguesa de vinhos Quinta da Marmeleira, do empresário de de Macau Wu Zhiwei, celebrou uma parceria estratégica com o grupo de distribuição estatal chinês Nam Kwong, que vai permitir aumentar a entrada dos vinhos portugueses na China continental.

A Charlestrong Coffee Company Limited assinou um acordo com a empresa Timor Global para a aquisição de café de Timor-Leste, que irá permitir o processamento de café timorense em Macau, segundo Charles Shi, presidente do grupo Charlestrong.

A produção inicial será pequena, centrada no mercado de Macau, posto o que vamos concentrar-nos na China Continental”, disse o presidente do grupo Charlestrong, que apresentou amostras do seu “Café Dilly” na edição deste ano da Feira Internacional de Macau.

Na ocasião, a CESL Asia, também de Macau, reforçou o acordo para projectos na área da agricultura com o Banco da China.

Antes mesmo da Feira de Xangai, o Banco Nacional Ultramarino assinou um acordo com o IPIM, tendo em vista acções conjuntas no sentido de aumentar as transacções entre os países de língua portugues e a China.

Carlos Cid Álvares, presidente da Comissão Executiva do BNU, disse à Macauhub que o acordo prevê acções conjuntas, através do encaminhamento de empresas, identificação de parceiros de negócio noutro país, e agilização de negócio, com garantias de pagamentos ou recebimentos. (Macauhub)

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