Macau tem a oferecer à Área da Grande Baía o relacionamento privilegiado com os países de língua portuguesa

A diversificação da economia de Macau centrada no relacionamento com os países de língua portuguesa é essencial para que o território encontre o seu espaço na Área da Grande Baía, disse o administrador executivo do Banco Nacional Ultramarino (BNU).

Carlos Cid Álvares adiantou que Macau deve funcionar, nesse âmbito, como facilitador dos negócios entre a China e os países de língua portuguesa, “algo que lhe permite manter a sua relevância que esta herança cultural lhe proporciona.”

O administrador executivo do BNU, em declarações ao boletim de Fórum de Macau, recordou que o BNU tem vindo a cooperar activamente com a sucursal de Macau do Banco da China no sentido de estabelecer uma plataforma que permita explorar potenciais oportunidades de negócio.

“O protocolo de cooperação assinado em 2015 permite ainda juntar esforços no sentido de promover a expansão das empresas para o mercado da China e dos países de língua portuguesa, neste caso através do grupo Caixa Geral de Depósitos”, disse.

Carlos Álvares adiantou que a colaboração entre as instituições financeiras é fundamental no sentido de responder às necessidades do mercado de uma forma mais rápida e ágil, oferecendo uma oferta alargada de produtos e serviços às empresas.

Falando especificamente do banco que dirige, salientou que o BNU tem uma responsabilidade acrescida no apoio ao desenvolvimento de Macau como plataforma financeira entre a China e os países de língua portuguesa.

“Não apenas pelo facto de ser um dos dois bancos emissores, mas também porque o crescimento e prosperidade de Macau estão indelevelmente interligados com os do banco”, disse.

Calos Cid Álvares recordou ter o BNU sido o primeiro banco comercial de Macau, que tem na sua génese o objectivo de servir a população e empresas locais mas também as empresas e empresários que aqui se queiram instalar facultando todo o apoio necessário às suas operações em Macau e no exterior.

O administrador executivo do BNU salientou que os serviços financeiros são um dos aspectos fundamentais a considerar no sucesso de Macau como plataforma de serviços entre a China e os países de língua portuguesa.

“É muito importante o desenvolvimento e aprofundamento desta componente, porque é necessário que as empresas vejam Macau como um centro integrado de serviços, onde podem encontrar os instrumentos financeiros mais adequados à sua expansão na área da Grande Baía, bem como nos países de língua portuguesa”, disse.

Salientando que Hong Kong é uma praça financeira de dimensão mundial, Calos Álvares precisou que Macau tem de apostar nas suas características específicas e na oferta de serviços distintos para um nicho de negócio que, pelas suas características mais facilmente poderá captar, ou seja os negócios sino-lusófonos.

Neste sentido, prosseguiu, no âmbito do Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa existe um conjunto de iniciativas que visam partilhar informação, experiências e identificar oportunidades para as empresas participantes.

Essas iniciativas incluem o Complexo da Plataforma de Serviços para a Cooperação Comercial entre a China e os países de língua portuguesa, em construção, bem como a Federação Empresarial da China e dos Países de Língua Portuguesa, constituída por ocasião da 5ª Conferência Ministerial do Fórum de Macau, realizada em Outubro de 2016.

Carlos Álvares salientou, por último, o sinal importante dado pelo governo central da China com a transferência da sede do Fundo de Desenvolvimento e Cooperação entre a China e os Países de Língua Portuguesa para Macau. (Macauhub)

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