Moçambique estende em Macau “tapete vermelho” a investimento da China

22 October 2018

O ministro da Indústria e Comércio de Moçambique, Ragendra de Sousa, foi porta-voz, na edição de 2018 da Feira Internacional de Macau (MIF), de um forte apelo ao investimento da China no seu país, desde a agricultura ao sector florestal até projectos de infraestruturas.

Na sua primeira visita à Região Administrativa Especial de Macau, Ragendra de Sousa disse à MacauHub ter ficado impressionado com o nível de desenvolvimento de Macau, cidade que este ano acolheu Moçambique como país-convidado na MIF, que decorreu entre 18 e 20 de Outubro.

Na abertura de um fórum dedicado a Moçambique e a Fujian, província chinesa também em destaque na MIF deste ano, o ministro moçambicano assumiu a ambição de “convidar a plateia” de investidores “para em conjunto produzirmos comida para a Humanidade.”

“Os recursos agrícolas de Moçambique estão disponíveis para os moçambicanos, mas também para qualquer investidor nesta plateia”, disse Ragendra de Sousa.

O ministro estendeu o convite também à “exploração florestal sustentável – não em bruto, mas processada, e que o investidor também proceda à substituição das árvores abatidas.”

O investimento chinês tem ainda caminho aberto nos transportes marítimos, disse, numa altura em que o país se prepara para começar a produzir gás natural liquefeito e “nos próximos 7 a 10 anos” se tornar num dos maiores produtores desta matéria-prima a nível mundial.

“Queremos exportar gás sim, mas também queremos desenvolver a nossa petroquímica. Temos contratos quase firmados para produzir adubos, combustíveis e toda a cadeia da indústria petroquímica”, disse Ragendra de Sousa, que adiantou estar o país disponível para apreciar propostas de desenvolvimento a jusante da exploração petrolífera.

As oportunidades de investimento em Moçambique foram desenvolvidas por Lourenço Sambo, presidente da agência moçambicana de promoção de investimentos (Apiex), que pormenizou projectos planeados para o imobiliário, transportes, mineração, entre outras áreas, e para os quais o Governo procura investidores.

Logo na abertura do evento, a embaixadora de Moçambique em Pequim, Maria Gustava, afirmava ao MacauHub esperar que o destaque na MIF 2018 permitisse aprofundar “o conhecimento sobre a realidade e potencialidades que o país oferece em matéria de negócios e investimentos para os empresários da China e igualmente para os empresários dos restantes países de língua portuguesa.”

Moçambique esteve representado na PLPEX por entidades governamentais e municipais, bem como por uma gama diversa de empresas, desde o turismo de safaris à alimentação, passando pelo vestuário e artesanato. (Macauhub)

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