Moçambique supera expectativas na conectividade global

Moçambique excedeu as expectativas em termos de conectividade global, segundo o mais recente ranking elaborado pela multinacional DHL, em que Timor-Leste foi o único país lusófono incluído a aumentar competitividade em relação ao ano anterior.

Na quinta edição do Índice de Conectividade Global, Moçambique é nomeado como um dos cinco países onde os fluxos internacionais superam as expectativas, devido ao investimento directo estrangeiro dirigido ao país e trocas comerciais – apesar da sua posição de 116º na classificação geral (entre 169 países), em termos de intensidade dos fluxos internacionais (“profundidade”) o país regista a 83ª posição.

“Embora Moçambique ainda esteja entre os países mais pobres do mundo (…) conseguiu atrair muito investimento (…) a maior parte para megaprojectos baseados em recursos naturais”, para além de ter “importações de serviços excepcionalmente grandes”, refere o estudo da DHL.

O principal parceiro de comércio moçambicanos é a África do Sul, numa lista que inclui ainda Portugal (5º) e China (10º).

No ranking geral, o 116º lugar moçambicano representa um recuo de 5 posições em relação à edição anterior.

Segundo a DHL, o realce de Moçambique, único país africano entre os 5 que excederam as expectativas, é “uma notícia positiva para a região, porque uma conexão global mais profunda pode ajudar a acelerar o crescimento económico dos países”.

“Uma das causas de optimismo em relação ao potencial de crescimento da África Subsaariana é a assinatura do Acordo Africano de Comércio Livre Continental (AfCFTA), assinado por 49 países em março de 2018. De acordo com um estudo da Comissão Económica das Nações Unidas para África, a implementação completa da AfCFTA poderia duplicar o comércio intra-africano e impulsionar a conectividade global do continente”, adianta.

O estudo da DHL refere que a conectividade alcançou um recorde em 2017, com “os fluxos de comércio, capital, informação e pessoas, através das fronteiras nacionais, a intensificarem-se significativamente pela primeira vez desde 2007”.

Além da “profundidade “(intensidade dos fluxos internacionais) os países são classificados por “amplitude” (distribuição geográfica dos fluxos) das suas ligações internacionais.

Ligeiramente abaixo de Moçambique na classificação surge Angola, na 119ª posição, 21 lugares abaixo da edição anterior do estudo.

A China é de longe o principal parceiro comercial angolano (28% das trocas), seguido de Portugal (14%).

Cabo Verde surge na 141ª posição geral, um lugar abaixo da edição anterior do estudo da DHL, mas também merece uma menção especial, pela dimensão do comércio de entrada no país.

Portugal, com 26%, surge no estudo como principal parceiro comercial cabo-verdiano, à frente dos Estados Unidos e Reino Unido.

Portugal é também o país lusófono melhor colocado no estudo, em 35º lugar, 4 lugares abaixo da edição anterior, seguido do Brasil, 58º classificado, uma descida de 3 lugares.

Entre os países lusófonos, Timor-Leste é o pior classificado (163º lugar), mas registou uma subida de uma posição em relação à edição anterior. (Macauhub)

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